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sábado, 7 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher



 

Dia Internacional da Mulher


Mãe, irmã, avó, tia, professora, namorada, esposa, filha, sogra, amiga, colega de trabalho, chefa... Quanta mulher há neste mundo, hein? E como as meninas estão em toda a parte, é importante refletir se os direitos delas estão sendo realmente respeitados hoje em dia.
Em toda a história da humanidade, deparamos com situações que prejudicam as mulheres, como discriminação, preconceito, violência e esquecimento. Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a realidade das mulheres no Brasil não é muito romântica, não. Elas ainda sofrem muita discriminação em alguns setores, como no mercado de trabalho. O estudo mostrou que as brasileiras conquistaram mais empregos, ou seja, conseguiram mais espaço para trabalhar fora de casa, mas continuam ganhando menos do que os homens. 

8 de março


Por que comemorar o Dia da Mulher em 8 de março de cada ano? Esse dia foi escolhido em homenagem a 129 operárias que foram trancadas e morreram queimadas numa fábrica de tecidos. As trabalhadoras estavam numa manifestação, pedindo a diminuição da jornada de trabalho para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade. Isso aconteceu em 8 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Com essa tragédia, vários movimentos e leis surgiram em proteção às mulheres.

 


 


 


Mulheres no poder brasileiro


Hoje há 45 deputadas federais, eleitas para representarem o povo na Câmara dos Deputados. Exemplo dessas mulheres que fazem parte do parlamento brasileiro é a deputada Yeda Crusius (PSDB/RS). Economista, ela entrou para a política em 1988, na época da discussão da nova Constituição brasileira. Foi ministra do Planejamento no governo de Itamar Franco. Depois disso, candidatou-se como deputada federal e exerce o cargo desde 1995. Ela luta por direitos iguais entre homens e mulheres.
Participou de ações em favor da vida da mulher. "Infelizmente, muitas mães ainda morrem na hora do parto", afirmou Yeda. Ela fez parte da Comissão Parlamentar de Inquérito (a chamada CPI) da Mortalidade Materna, que promoveu melhorias nos hospitais para atender as gestantes.
  "Quando a mulher está na política, ela leva adiante questões que tratam mais da igualdade entre os cidadãos (igualdade entre homens e mulheres, igualdade entre os que têm educação e os que não têm)", contou Yeda.

Só em 1827 surgiu a primeira lei sobre a educação das mulheres. Antes disso, elas não tinham o direito de freqüentar escolas, sabia? E as brasileiras só ganharam definitivamente o direito de votar em 1932, depois de muitos movimentos em busca de condições iguais de trabalho, de direitos. E foi em 1947 que uma lei permitiu que as mulheres pudessem se candidatar a algum cargo político. A médica Carlota Pereira de Queiroz, em 1933, foi a primeira mulher brasileira a se eleger deputada federal. Apenas em 1994 foi eleita a primeira  governadora, Roseana Sarney.
A cada eleição, as mulheres aumentam sua participação como candidatas. Na última eleição, mais de 76 mil candidatas concorreram a vereadoras e mais de 1.400 disputaram vagas de prefeitas. Mas o número de mulheres eleitas ainda é pequeno em relação ao de homens. A deputada Maninha confirma: "A porcentagem de deputadas estaduais ainda é muito menor que a de deputadas federais. Temos poucas ministras, nenhuma mulher vice-presidente, nem presidente da república. E a participação feminina é fundamental".


Algumas personalidades femininas.


  •  A primeira mulher a reger (dirigir) uma orquestra no Brasil foi Chiquinha Gonzaga, pianista e compositora, em 1879.
  • Em 1917, a professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino, comandou uma passeata que exigia que as mulheres tivessem o direito de votar. 
  •  A primeira mulher a tornar-se ministra de Estado (representantes dos ministérios, como da Fazenda, do Trabalho) foi Maria Esther Figueiredo Ferraz, nomeada ministra da Educação em 1982.
    • Anita Malfatti foi uma grande artista brasileira. É considerada a mulher que introduziu o Modernismo nas artes e pinturas no Brasil. Participou da famosa Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922. Ela fez o desenho que abriu a exposição e foi muito elogiada. 
  •  Patrícia Galvão, mais conhecida como Pagu, foi jornalista, escritora e fazia parte de movimentos políticos. Era uma ativista política. Ela começou a trabalhar muito nova como jornalista, com apenas 15 anos. Entrou para o Partido Comunista Brasileiro e participou de greves, manifestações, protestos. Foi uma personalidade importante nas lutas em favor dos direitos e melhor condição de vida para as mulheres. Morreu em 1962.
  • Muitas mulheres lutaram em movimentos políticos por melhores condições de vida, não só em defesa delas mesmas como de todos os brasileiros. Foi o caso de Sonia Maria Moraes Angel Jones, que lutou contra a ditadura militar no Brasil. Foi presa em 1969 e, depois de ser solta, viveu escondida, por causa da forte repressão. Foi assassinada em 1973, quando tinha apenas 27 anos, ao ser capturada pelos militares da ditadura. 
Viu como nossa história é cheia de mulheres especiais? Com certeza, você também conhece uma que faz a diferença (na sua vida, na sua escola, no seu bairro). Devemos sempre respeitá-las. Aproveite esta data especial e não se esqueça de dar os parabéns a todas as mulheres que embelezam a sua vida. 
Fonte: sites plenarinho e IBGE teens

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